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A Associação de Defesa dos Angolanos (ADA) tem uma forte componente humana com origem da Quinta Grande, em Lisboa. Em 1996, quando foi instituída teve como base várias pessoas que tinham abandonado o Bairro da Quinta Grande, mas desejaram dar alguma coisa a quem os viu crescer, ou seja, à população com menos conhecimentos e/ou possibilidades que lá permaneceram. Este grupo, constituído por alguns jovens licenciados e universitários, foram os mesmos que anos antes, na década 80, criaram a Associação Cultural e Recreativa Angolana e posteriormente a Associação Recreativa da Juventude Africana. Destas associações, surgiram os primeiros diálogos de intercâmbio e de coesão entre os jovens, com vista à resolução dos seus problemas. Posteriormente foram estes mesmos jovens que impulsionaram a criação de uma associação de moradores, para que defendesse os interesses do bairro e da comunidade residente. Com o êxodo rural, a partir dos anos 60/70, começaram a ser construídas as primeiras barracas clandestinas no bairro, sem rede de esgotos, sem água canalizada, sem electricidade e sem arruamentos. Mas a grande explosão demográfica que se registou a partir dos anos 70, fruto do regresso de alguns portugueses das ex-colónias e a vinda de emigrantes oriundos dos recém países africanos de língua oficial portuguesa. Neste valoroso mosaico encontramos angolanos, cabo-verdianos e portugueses (a esmagadora maioria) mas também moçambicanos, são-tomenses e ciganos. Desde a formação da ADA que esta se tem empenhado na promoção cultural e social de toda a Comunidade, tendo desenvolvido diversas actividades na área cultural, social, educativa, recreativa e desportiva. Por entendermos que a intervenção comunitária deve ser global e abrangente, queremos continuar a realizar actividades no sentido de ocupar, de uma forma positiva os momentos de lazer da camada jovem que crescendo num contexto socio-económico muito desfavorável correm o risco de abandonarem os estudos e enveredarem pelo trilho da marginalidade, mas também realizar actividades com vista ao apoio e acompanhamento de pessoas idosas. Sem nunca esquecer o apoio e auxílio às famílias carenciadas da zona. Consideramos que a intervenção comunitária tem de ser especialmente pensada e analisada, no sentido de ir ao encontro das preferências e necessidades das populações, sendo esta o cimento necessário à construção de novos valores e comportamentos, numa comunidade profundamente castigada pelo contexto socio-económico onde se situa. |




